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23/02/2016 às 00:00
Motivos de Resignação
Walter Silva - Grupo Espírita Maria de Nazaré

É grande engano ficar imune ou indiferente e acreditar que esse tipo de posicionamento, a resignação, nos privará das influências nocivas decorrentes do contexto social na qual estamos inseridos.


Vivemos tempos difíceis, onde o mal ainda prevalece e o egoísmo ainda se faz presente de forma avassaladora, promovendo a opulência para alguns e para a maioria a miséria, a fome, a falta de emprego e saúde em clima social de completa insegurança, é triste conviver com tantas crianças e jovens marginalizados por um modelo social cruel, que não dispõe de mecanismos permanentes que possam estruturar as famílias com moradias decentes, trabalho digno e escolas eficientes em tempo integral. Associado a esse desequilíbrio, convivemos com enfermidades graves de ordem hereditária ou adquirida, problemas emocionais e psicológicos que atormentam a vida, promovendo conflitos relacionais, criando barreiras geradoras de dor e sofrimento.


Ante o exposto, como ser resignado, aceitar tudo isso, diremos que é difícil, mas não impossível.


Passemos a considerar a função primordial das religiões, especialmente as cristãs, que nos indica um comportamento resignado, de aceitação da vontade de Deus, dando-nos a entender que no "futuro" seremos bem-aventurados (felizes), é claro que para nós Espíritas a vontade de Deus sempre prevalece, o Espiritismo, alinhado ao pensamento de Jesus, nos propõe o conhecimento que liberta, no Capítulo V do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec - "Bem-aventurados os aflitos", encontraremos todas as informações que a Espiritualidade trouxe sobre esse tema, mostrando-nos as causas atuais e anteriores das nossas aflições, decorrentes das escolhas e ações que realizamos diariamente; o planejamento reencarnatório na qual estamos submetidos nos permitirá a reabilitação às normas estabelecidas pelas Leis Divinas, que nos dá oportunidades de expiar e reparar os efeitos danosos de nossas ações passadas e atuais.


Logo, os sofrimentos que passamos são de nossa responsabilidade, que teremos que reedificar o que destruímos, que toda natureza viciosa trará de retorno seus malefícios, é preciso fé e esperança que dias melhores estão por vir, a depender do que estamos fazendo hoje, por isso é preciso trabalhar, nos esforçarmos por modificar a nós mesmos, conscientizando em vencer nossos vícios, especialmente os morais, praticando as orientações deixadas por Jesus, amando-nos uns aos outros, praticando o bem, certamente estaremos habilitados a vivermos felizes definitivamente.



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